Observatório Eleitoral 2026 · RedaçõesNúmeros prontos para a sua pauta · atualizados todo dia

Comece aqui

Você não precisa saber nada de dados para usar esta área. Ela foi feita para responder, em poucos minutos, às perguntas que aparecem na rotina de uma redação em campanha: quem está gastando com anúncio, quanto, de onde vem o dinheiro, quem cresce nas redes, quem a imprensa está citando. Cada tela já entrega o número, a fonte e um parágrafo pronto para colar na matéria.

Sete caminhos para uma pauta

1. Tenho um nome

Digite o nome, o apelido de urna ou o número na busca e abra a ficha. Em uma tela você vê redes e seguidores, anúncios e gasto, dinheiro recebido e maiores doadores, últimas matérias e posts que viralizaram. Cada bloco tem um botão “copiar parágrafo”.

2. Quero saber “quem mais”

Vá em Rankings. Escolha a pergunta (quem mais gastou, quem mais cresceu, quem mais recebeu…) e filtre por cargo, partido ou região. O primeiro colocado aparece em destaque e a frase pronta já diz “X é quem mais…”.

3. Preciso de pauta para hoje

Abra O que mudou. Ali está o que aconteceu nos últimos sete dias: quem começou a anunciar, quem disparou, quem parou, quem ganhou ou perdeu seguidores, quem a imprensa mais citou. Toda segunda isso também chega por e-mail para quem acompanha candidatos.

4. Vou comparar dois nomes

Em Comparar, coloque até cinco números de urna lado a lado. Serve para “os candidatos a governador nas redes” ou “os três mais votados da última eleição”.

5. A pauta é o partido

Em Partidos, cada legenda e federação tem uma página: quantos candidatos, quantos anunciam, quanto gastam, quanto receberam, quem lidera dentro dela. Dá para acompanhar um partido e receber as novidades dele no resumo semanal.

6. Quero saber do que eles falam

Em Pautas estão os assuntos que aparecem no texto das peças: saúde, segurança, educação, transporte, causa animal e mais. A tela separa o que o candidato publica de graça nas próprias redes do que ele paga para empurrar — e a diferença entre os dois costuma ser a matéria. Clique num assunto para ver quem mais fala dele e as peças com o trecho que as colocou ali. Na ficha de cada candidato, o mesmo aparece em “Do que a campanha fala”.

7. Quero um dado que a área não mostra

Baixe a planilha (botão “baixar CSV”) de qualquer tela e monte o cruzamento no Excel ou no Google Planilhas. Toda planilha traz a fonte e a data da consulta em cada linha. Se precisar de ajuda, escreva para a Crivo pelo crivosocial.com.br.

Antes de publicar: seis cuidados

  1. Use o gasto exato do relatório da Meta, com a data. É o número em destaque nas telas: “R$ 435.779, segundo o relatório da Meta de 18 de setembro”. Onde só existe a faixa (anúncio por anúncio), escreva “entre R$ 44 mil e R$ 56 mil” ou “pelo menos R$ 44 mil”. Nunca o meio da faixa como se fosse o valor.
  2. Traço não é zero. Quando você vê “—”, o dado não existe na base. Escreva “não há anúncio localizado”, não “gastou zero”.
  3. Nada aqui é acusação. Anúncio antes da campanha, gasto maior que o recebido, rede não declarada são fatos descritivos. Se você quiser afirmar irregularidade, isso exige apuração própria: ouvir a campanha, consultar a Justiça Eleitoral, checar a lei.
  4. Diga a data. A base muda todo dia. “Até 21 de setembro, segundo o Observatório…”.
  5. Cite a fonte primária. Gasto com anúncio vem da Meta; dinheiro recebido vem do TSE; seguidores vêm da própria rede, com a data da medição. Os parágrafos prontos já fazem isso.
  6. Dê o crédito combinado. Observatório da Presença Digital Eleitoral 2026, em parceria com a Crivo (crivosocial.com.br). Está no acordo que você aceitou e nos botões de copiar.

Como fica no texto

Escreva assim

“A deputada distrital Fulana (PP) é a candidata que mais gastou com anúncios no Facebook e no Instagram na campanha: R$ 435.779, segundo o relatório da Meta de 18 de setembro compilado pelo Observatório da Presença Digital Eleitoral 2026, mantido pela Crivo. O levantamento foi consultado nesta segunda (21).”

“Beltrana (PT) declarou ao TSE R$ 400 mil recebidos até 18 de setembro, todos vindos do partido. Os anúncios dela na Meta somam entre 1,5% e 1,9% desse valor.”

Não escreva assim

“Fulano gastou R$ 262 mil em anúncios nas redes sociais.” (número inventado a partir do meio de uma faixa; “redes sociais” inclui redes que não medimos)

“Beltrana não gastou nada com anúncios.” (traço não é zero: não há anúncio localizado na Meta)

“Candidato burla a lei ao anunciar antes da campanha.” (a base descreve; a afirmação de irregularidade é sua e precisa de apuração)

“Segundo pesquisa da Crivo, Fulano lidera.” (não é pesquisa de intenção de voto; é levantamento de presença digital)

Dicionário rápido

Toda palavra que aparece nas telas, explicada. Onde cabe, com a forma de escrever.

Gasto exato (relatório da Meta)
Todo dia a Meta publica um relatório com o valor exato, em reais, que cada página anunciante gastou, separado por aviso legal (o “pago por”). É esse o número que aparece em destaque nas telas. O “Campanha de 2026” soma só os anúncios com o aviso “Eleição 2026 Fulano Cargo”, que é o CNPJ da campanha, criado depois do registro da candidatura: é dinheiro da campanha eleitoral, e no DF 99% dele foi gasto a partir de 19 de agosto. Anúncio que o candidato paga pela página em nome próprio, ou que o partido paga, fica fora desse número e aparece na linha “sem o aviso de 2026”; os outros períodos (7, 30, 90 dias) somam qualquer aviso. O relatório chega com cerca de dois dias de atraso, e valores abaixo de R$ 100 vêm só como “até R$ 100”.
Como escrever: “gastou R$ 435.779 com anúncios da campanha no Facebook e no Instagram, segundo o relatório da Meta de 18 de setembro”.
Faixa de gasto
Anúncio por anúncio, a Meta nunca diz quanto custou. Ela diz “de R$ 100 a R$ 199”. Quando somamos os anúncios de um candidato, somamos os mínimos e os máximos. Por isso, nas telas que olham anúncio por anúncio (por período do calendário, por região mirada, lista de anúncios), o gasto aparece como “de tanto a tanto”. Sempre que existir o gasto exato do relatório, prefira ele.
Como escrever: Só quando não houver o exato: “entre R$ 44 mil e R$ 56 mil” ou “pelo menos R$ 44 mil”. Nunca “gastou R$ 50 mil” a partir de uma faixa.
Anúncio na Meta
Post pago no Facebook ou no Instagram que o anunciante marcou como “sobre eleições ou política”. Só esses entram na Biblioteca de Anúncios da Meta, que é de onde os dados vêm. Um post impulsionado sem essa marcação não aparece para ninguém.
Como escrever: Diga “anúncios na Meta” ou “anúncios no Facebook e no Instagram”. Não diga “anúncios nas redes”: TikTok, YouTube e X não entram.
Página com vínculo confirmado
Anúncio é pago por uma página, não por uma pessoa. A pesquisa só atribui o anúncio ao candidato quando tem certeza de que a página é dele: o endereço foi declarado ao TSE, o “pago por” traz o nome, ou uma pessoa da equipe conferiu. Página de apoiador, de partido ou com nome parecido fica de fora.
Como escrever: Se quiser explicar, diga “anúncios de páginas ligadas ao candidato”.
Alcance
Quantas pessoas a Meta estima que viram o anúncio no Brasil. É estimativa da plataforma, não contagem. Uma pessoa que viu três anúncios conta três vezes na soma.
Como escrever: “alcançou cerca de 2 milhões de pessoas, segundo estimativa da Meta”.
Assunto da peça (pauta)
Sai em duas etapas, as duas automáticas. Primeiro a pesquisa procura no texto termos de uma lista por assunto — “posto de saúde”, “passe livre”, “castração gratuita”. Depois um programa de inteligência artificial lê a peça inteira e decide o assunto final, e só pode afirmar um assunto se apontar um trecho da própria peça; quando o trecho não existe no texto, o programa é desmentido por conferência automática e o assunto cai. A tela mostra essa prova: o termo em azul, o trecho em verde. Uma peça pode ter vários assuntos. Peça sem texto (vídeo, foto e áudio sem legenda) não entra na conta: a porcentagem é sempre sobre as peças COM texto. A etiqueta diz do que a peça FALA — não o que o candidato defende, nem o que ele fez.
Como escrever: “a campanha falou de segurança em 31% das peças com texto, segundo a classificação automática do Observatório”. Nunca “a prioridade dele é segurança”.
De graça e pago
Duas coisas diferentes: o post que o candidato publica na própria rede (de graça, chega a quem já o segue) e o anúncio que ele paga para empurrar no Facebook e no Instagram (chega a quem ele escolher). A tela de Pautas separa os dois de propósito — falar de um assunto de graça e de outro no dinheiro é, em si, uma decisão de campanha.
Como escrever: “nos posts próprios, X% das peças falam de saúde; nos anúncios pagos, Y%”.
Bio do perfil
O texto que o candidato escreve sobre si no próprio perfil (Instagram, Facebook, TikTok). A pesquisa copia esse texto na coleta semanal, então o que você vê é uma foto datada — a pessoa pode ter reescrito depois. Serve para achar quem se apresenta de um jeito que a lista do TSE não cobre: “influencer”, “criadora de conteúdo”, “mãe”, “pastora”. Na busca, digite a palavra (três letras ou mais) e a seção “Quem se apresenta assim na bio” mostra quem não apareceu pelo nome. Na ficha, a bio de cada rede aparece em “Como se apresenta nas redes”.
Como escrever: “na bio do Instagram, em 21 de setembro, se apresentava como ‘empresária, artista, influencer’”. Sempre com a data, e sempre como autodescrição — não é declaração ao TSE nem profissão conferida.
Ocupação declarada ao TSE
Ao registrar a candidatura, a pessoa escolhe sua ocupação numa lista fechada da Justiça Eleitoral — “empresário”, “advogado”, “servidor público estadual”, “policial militar”, “professor de ensino médio”. É autodeclarada e vale para o momento do registro. Serve para perguntas como “entre os policiais militares candidatos, quem mais anuncia” ou “do que falam os advogados”. Cuidado com duas coisas: a categoria “OUTROS” é grande (65 dos 629 candidatos do DF) e não diz nada; e categorias pequenas, de dois ou três candidatos, não sustentam tendência — o número de candidatos aparece ao lado de cada opção no filtro justamente para isso.
Como escrever: “entre os 24 candidatos que declararam ao TSE a ocupação de policial militar”. Não escreva “os policiais militares do DF”: é a ocupação declarada no registro, não a profissão atual conferida.
Rede declarada ao TSE
Ao registrar a candidatura, o candidato informa à Justiça Eleitoral quais são seus perfis e sites. Essa lista é pública (DivulgaCand). É a base do que chamamos de “redes públicas” do candidato.
Como escrever: “declarou ao TSE sete perfis”. Quem não declarou pode ter conta mesmo assim: escreva “não declarou rede”, nunca “não tem rede”.
Perfil confirmado pela pesquisa
Perfil que não estava na declaração ao TSE, mas que uma pessoa da equipe abriu, conferiu e confirmou que é do candidato. Perfil achado por busca automática e ainda não conferido não aparece na área.
Perfil principal
Quando o candidato tem dois perfis na mesma rede (pessoal e de campanha, por exemplo), os números de seguidores usam o principal: o confirmado pela equipe ou, na falta, o de mais seguidores.
Seguidores “em [data]”
Seguidores são medidos uma vez por semana, rede por rede. A data ao lado do número é o dia da medição. Um número de 10 dias atrás pode estar defasado.
Como escrever: Sempre com a data: “60,5 mil seguidores no Instagram em 6 de setembro”.
Dinheiro recebido (TSE)
Tudo o que a campanha declarou ter recebido na prestação de contas: fundo partidário, fundo eleitoral, doações de pessoas, dinheiro do próprio candidato. Vem do TSE e muda toda vez que a campanha entrega uma prestação nova.
Como escrever: “declarou ao TSE R$ 400 mil recebidos até [data]”.
Prestação de contas parcial
Durante a campanha, o candidato entrega relatórios parciais. O número de hoje pode subir amanhã. Por isso toda citação leva a data da consulta.
Impulsionamento declarado
Despesa que a campanha declarou ao TSE com o nome “impulsionamento de conteúdo”. É a contabilidade oficial. Não é a mesma coisa que o gasto observado na Meta, e os dois não se somam: um é o que o candidato declarou, o outro é o que a Meta mostra.
Contratado e pago
A prestação de contas separa o que a campanha contratou (assumiu a dívida) do que já pagou. São etapas da mesma despesa. Nunca some os dois.
Dependência de mídia paga
De tudo o que a campanha já pagou, quanto foi para impulsionamento. 30% quer dizer que, de cada R$ 100 pagos, R$ 30 foram para anúncios. Fica em branco quando a campanha ainda não pagou nada.
Menção na imprensa
Matéria de um dos 15 veículos do DF que acompanhamos em que o candidato aparece no título ou no resumo. Quando o nome de urna é comum (um nome só, como “Arruda”), a menção só conta depois de conferida.
Como escrever: “foi citado em 25 matérias de 8 veículos nos últimos 30 dias”. Não diga “foi o mais noticiado do DF”: acompanhamos 15 veículos, não todos.
Post viral
Post do próprio candidato que teve muito mais curtidas e comentários do que ele costuma ter. É relativo: 5 mil curtidas é viral para quem faz 300, e é rotina para quem faz 50 mil. Post em parceria com outra conta (colaboração) não conta, porque o público é da outra conta.
Nota de presença digital (0 a 100)
Quatro perguntas de sim ou não, 25 pontos cada: declarou rede ao TSE? Tem perfil verificado? Tem Instagram medido nas últimas 4 semanas? Anunciou na Meta nesta semana? Quem declarou rede já ganha os dois primeiros itens, então na prática as notas são 0, 50, 75 ou 100.
Como escrever: Prefira descrever os itens (“declarou redes, tem Instagram ativo e anuncia”) a citar a nota seca.
Nota de estrutura digital (0 a 100)
Outras quatro perguntas de 25 pontos: está em duas ou mais redes? Tem perfil verificado? Teve Instagram medido nas últimas 4 semanas? Anunciou em pelo menos duas das últimas quatro semanas? Mede regularidade, não qualidade.
Região Administrativa (RA)
No DF não há municípios: Taguatinga, Ceilândia, Gama e as demais são Regiões Administrativas. A Meta as chama de “cidades”; aqui usamos o nome correto. Quando um anúncio “mira” uma RA, o anunciante escolheu mostrar o anúncio a quem mora lá.
Federação
União de partidos que atuam juntos por pelo menos quatro anos, como se fossem um só (ex.: PT, PCdoB e PV formam a federação Brasil da Esperança). Diferente de coligação, que vale só para a eleição.
Número de urna e SQ
O número de urna é o que o eleitor digita (ex.: 4004). O SQ é um código interno do TSE com 11 ou 12 dígitos, único por candidatura. Nas telas você usa o número de urna; o SQ aparece na ficha para quem precisar conferir no site do TSE.
Antes da campanha e durante a campanha
A propaganda eleitoral só é permitida a partir de 16 de agosto de 2026. Por isso o gasto aparece dividido: até 2025, em 2026 antes da campanha, e durante a campanha. Anúncio antes de 16/08 não é, por si só, irregular: a lei permite divulgar pré-candidatura com regras próprias.
Chat ao vivo do debate (amostra)
Mensagens escritas no chat das transmissões do debate no YouTube, lidas pela API oficial enquanto a live está no ar. Num chat com milhões de pessoas a API devolve só parte das mensagens, então o número mostra o ritmo e a proporção da conversa, nunca o total. Autor de mensagem de chat e de comentário não aparece nesta área.
Como escrever: “numa amostra de 36 mil mensagens do chat ao vivo coletadas pelo Observatório”. Nunca “36 mil pessoas comentaram”.
Citado no debate
Uma mensagem ou publicação “cita” um candidato quando o texto traz um dos nomes definidos para ele (para Flávio: “Flávio”, “Flávio Bolsonaro”, “Flavinho”). “Bolsonaro” sozinho não conta para Flávio, porque pode ser Jair. Citar não é apoiar: crítica e elogio contam igual. As publicações do X vêm da busca ordenada por relevância (“Top”), não da lista completa.
Como escrever: “o nome de Lula apareceu em 20% das mensagens coletadas”. Nunca “o chat preferiu Lula”.
Valor do meio (mediana)
Se você enfileirar os candidatos do menor para o maior, o valor do meio é o do candidato que fica bem no centro da fila. É melhor que a média quando uns poucos gastam muito mais que os outros, porque não é puxado por eles.
Como escrever: “metade dos candidatos gastou menos de R$ 9 mil”.
Traço (—)
Traço quer dizer “não há registro”. Não é zero. Sem anúncio localizado, sem prestação publicada, sem medição de seguidores: em todos esses casos, a informação não existe na base, o que é diferente de ser zero.
Como escrever: “não há anúncio localizado” ou “não consta receita na prestação de contas”. Nunca “gastou zero” ou “não recebeu nada”.

O que a área não tem, e por quê

Dúvida sobre um número? Cada tela tem um link permanente (o endereço do navegador) e uma planilha com a data. Mande o link para a Crivo pelo crivosocial.com.br e a equipe do Observatório da Presença Digital Eleitoral 2026 responde.