Comece aqui
Você não precisa saber nada de dados para usar esta área. Ela foi feita para responder, em poucos minutos, às perguntas que aparecem na rotina de uma redação em campanha: quem está gastando com anúncio, quanto, de onde vem o dinheiro, quem cresce nas redes, quem a imprensa está citando. Cada tela já entrega o número, a fonte e um parágrafo pronto para colar na matéria.
Sete caminhos para uma pauta
1. Tenho um nome
Digite o nome, o apelido de urna ou o número na busca e abra a ficha. Em uma tela você vê redes e seguidores, anúncios e gasto, dinheiro recebido e maiores doadores, últimas matérias e posts que viralizaram. Cada bloco tem um botão “copiar parágrafo”.
2. Quero saber “quem mais”
Vá em Rankings. Escolha a pergunta (quem mais gastou, quem mais cresceu, quem mais recebeu…) e filtre por cargo, partido ou região. O primeiro colocado aparece em destaque e a frase pronta já diz “X é quem mais…”.
3. Preciso de pauta para hoje
Abra O que mudou. Ali está o que aconteceu nos últimos sete dias: quem começou a anunciar, quem disparou, quem parou, quem ganhou ou perdeu seguidores, quem a imprensa mais citou. Toda segunda isso também chega por e-mail para quem acompanha candidatos.
4. Vou comparar dois nomes
Em Comparar, coloque até cinco números de urna lado a lado. Serve para “os candidatos a governador nas redes” ou “os três mais votados da última eleição”.
5. A pauta é o partido
Em Partidos, cada legenda e federação tem uma página: quantos candidatos, quantos anunciam, quanto gastam, quanto receberam, quem lidera dentro dela. Dá para acompanhar um partido e receber as novidades dele no resumo semanal.
6. Quero saber do que eles falam
Em Pautas estão os assuntos que aparecem no texto das peças: saúde, segurança, educação, transporte, causa animal e mais. A tela separa o que o candidato publica de graça nas próprias redes do que ele paga para empurrar — e a diferença entre os dois costuma ser a matéria. Clique num assunto para ver quem mais fala dele e as peças com o trecho que as colocou ali. Na ficha de cada candidato, o mesmo aparece em “Do que a campanha fala”.
7. Quero um dado que a área não mostra
Baixe a planilha (botão “baixar CSV”) de qualquer tela e monte o cruzamento no Excel ou no Google Planilhas. Toda planilha traz a fonte e a data da consulta em cada linha. Se precisar de ajuda, escreva para a Crivo pelo crivosocial.com.br.
Antes de publicar: seis cuidados
- Use o gasto exato do relatório da Meta, com a data. É o número em destaque nas telas: “R$ 435.779, segundo o relatório da Meta de 18 de setembro”. Onde só existe a faixa (anúncio por anúncio), escreva “entre R$ 44 mil e R$ 56 mil” ou “pelo menos R$ 44 mil”. Nunca o meio da faixa como se fosse o valor.
- Traço não é zero. Quando você vê “—”, o dado não existe na base. Escreva “não há anúncio localizado”, não “gastou zero”.
- Nada aqui é acusação. Anúncio antes da campanha, gasto maior que o recebido, rede não declarada são fatos descritivos. Se você quiser afirmar irregularidade, isso exige apuração própria: ouvir a campanha, consultar a Justiça Eleitoral, checar a lei.
- Diga a data. A base muda todo dia. “Até 21 de setembro, segundo o Observatório…”.
- Cite a fonte primária. Gasto com anúncio vem da Meta; dinheiro recebido vem do TSE; seguidores vêm da própria rede, com a data da medição. Os parágrafos prontos já fazem isso.
- Dê o crédito combinado. Observatório da Presença Digital Eleitoral 2026, em parceria com a Crivo (crivosocial.com.br). Está no acordo que você aceitou e nos botões de copiar.
Como fica no texto
Escreva assim
“A deputada distrital Fulana (PP) é a candidata que mais gastou com anúncios no Facebook e no Instagram na campanha: R$ 435.779, segundo o relatório da Meta de 18 de setembro compilado pelo Observatório da Presença Digital Eleitoral 2026, mantido pela Crivo. O levantamento foi consultado nesta segunda (21).”
“Beltrana (PT) declarou ao TSE R$ 400 mil recebidos até 18 de setembro, todos vindos do partido. Os anúncios dela na Meta somam entre 1,5% e 1,9% desse valor.”
Não escreva assim
“Fulano gastou R$ 262 mil em anúncios nas redes sociais.” (número inventado a partir do meio de uma faixa; “redes sociais” inclui redes que não medimos)
“Beltrana não gastou nada com anúncios.” (traço não é zero: não há anúncio localizado na Meta)
“Candidato burla a lei ao anunciar antes da campanha.” (a base descreve; a afirmação de irregularidade é sua e precisa de apuração)
“Segundo pesquisa da Crivo, Fulano lidera.” (não é pesquisa de intenção de voto; é levantamento de presença digital)
Dicionário rápido
Toda palavra que aparece nas telas, explicada. Onde cabe, com a forma de escrever.
O que a área não tem, e por quê
- Intenção de voto. O Observatório mede presença digital, não voto. Pesquisas eleitorais que chegarem à sua redação podem ser enviadas aqui, como combina o acordo.
- Anúncios no TikTok, YouTube, X e Google. Essas plataformas não abrem os dados de anúncio político como a Meta abre. Medimos nelas só seguidores e posts.
- Comentários de eleitores. A lei de proteção de dados protege quem comenta. Trabalhamos com o total, nunca com o nome.
- Perfis não verificados. Se a pesquisa não confirmou que o perfil é do candidato, ele não aparece. Melhor faltar do que atribuir errado.
- Revisão humana peça por peça na classificação de assunto. Quem classifica o assunto de cada post e de cada anúncio é um programa: a lista de termos e, em cima dela, uma inteligência artificial obrigada a citar um trecho da peça. A pesquisa mede o quanto as duas concordam e corrige a lista, mas ninguém lê as 45 mil peças uma a uma. Se o assunto for o centro da sua matéria, abra as peças pelo link e confira — a tela mostra o trecho justamente para isso.
- Assunto de peça sem texto. A classificação de assunto lê o texto da peça. Vídeo sem legenda, foto com a frase dentro da imagem e áudio ficam como “sem assunto identificado” — não porque a campanha não fale nada, mas porque não temos o texto. Por isso as porcentagens saem sempre sobre as peças com texto.
- Anúncio pago sem a marcação de política. A Meta só publica na Biblioteca os anúncios que o anunciante marcou como eleitorais. Se ele não marcou, ninguém vê.
Dúvida sobre um número? Cada tela tem um link permanente (o endereço do navegador) e uma planilha com a data. Mande o link para a Crivo pelo crivosocial.com.br e a equipe do Observatório da Presença Digital Eleitoral 2026 responde.