Metodologia
O que entra
Pesquisas registradas no TSE (PesqEle) com registro do DF e divulgadas pela imprensa ou pelo instituto, para Governo do DF, Senado pelo DF, deputado federal e deputado distrital. Pesquisas presidenciais ficam de fora. Cada número é transcrito da fonte e marcado como conferido quando aparece no texto da página ou do relatório salvo. Só números conferidos entram na estimativa.
Três níveis que nunca se misturam
- Dado original: o registro do TSE como foi baixado e o percentual como o instituto publicou. O banco recusa qualquer alteração nesses valores.
- Dado tratado: nome padronizado, vínculo com a candidatura registrada, tipo de pergunta, turno, medida do Senado e família de cenário.
- Estimativa: calculada a partir do dado tratado e guardada à parte, com a versão do modelo.
Cenários comparáveis
Só se combinam pesquisas da mesma família: mesmo cargo, turno, tipo de pergunta (espontânea ou estimulada), medida (no Senado) e o mesmo conjunto de candidatos relevantes, os que passaram de 5% em alguma pesquisa. Assim, "com Arruda" e "sem Arruda" são famílias diferentes, e um nome de 1% não parte a família. Espontânea nunca se mistura com estimulada.
Senado: dois votos
O eleitor escolhe dois senadores. Os institutos publicam o 1º voto, o 2º voto, a soma das menções, os dois votos consolidados e reduzidos a 100%, ou uma medida combinada sem fórmula. A medida de cada pesquisa é registrada com a origem: publicada (o instituto diz qual é) ou inferida (deduzida, por exemplo, de um total acima de 100%). Só o 1º voto publicado entra na estimativa, porque é a única medida igual entre institutos.
Deputados
Não há estimativa agregada: são poucas pesquisas, com métodos diferentes e listas parciais. Cada pesquisa aparece como foi publicada. Presença digital, seguidores ou anúncios não entram em nenhuma estimativa de voto.
Rejeição e avaliação do governo
São outras perguntas e ficam fora da intenção de voto. A rejeição aparece em dois formatos que não se comparam: "em quem não votaria de jeito nenhum", com resposta múltipla (a soma passa de 100%), e "conhece e não votaria", perguntada nome a nome. A avaliação da gestão aparece como aprova/desaprova ou em escalas de três ou cinco pontos. Não há estimativa agregada para nenhuma delas: cada instituto tem sua série, com as rodadas ligadas, e os números são os publicados.
Como a estimativa é calculada
Média ponderada por recência e tamanho de amostra, com faixa de incerteza de efeitos aleatórios. Para cada data e candidato, usando as pesquisas da família até aquela data e numa janela de 60 dias:
- data de referência da pesquisa: meio do período de campo;
- peso de recência: exp(−ln2 × idade ÷ meia-vida). Meia-vida em uso: 14 dias;
- peso de amostra: amostra ÷ 1.5 (efeito de desenho suposto, porque o registro não o publica);
- estimativa: soma dos pesos × percentuais ÷ soma dos pesos;
- incerteza: variância amostral de cada pesquisa mais a dispersão entre institutos (τ², DerSimonian–Laird), com cada instituto tratado como uma unidade, porque pesquisas do mesmo instituto partilham o mesmo viés. A faixa mostrada é de 90%;
- só há estimativa com pelo menos 4 pesquisas de 3 institutos na janela. Abaixo disso: "Dados insuficientes para estimativa agregada".
A faixa não é previsão do resultado eleitoral. Ela diz quanto a média das pesquisas é incerta naquela data, dado o que foi publicado. Não mede mudança de voto até a eleição, abstenção nem erro comum a todos os institutos.
Escolha da meia-vida
Para cada meia-vida candidata, cada pesquisa é "prevista" com as pesquisas anteriores da mesma família, e mede-se o erro absoluto médio. Diferenças abaixo de 0.05 ponto percentual contam como empate, e no empate fica a meia-vida maior (curva mais estável).
| Meia-vida | Erro médio (p.p.) | Previsões |
|---|---|---|
| 7 dias | 2,29 | 341 |
| 14 dias | 2,34 | 341 |
| 21 dias | 2,38 | 341 |
| 30 dias | 2,41 | 341 |
Institutos
Nenhum instituto recebe nota ou peso próprio. O efeito sistemático de cada um (house effect) ainda não é estimado: com a maioria dos institutos tendo de 1 a 3 pesquisas, ele não é identificável. Por enquanto esse efeito só alarga a faixa (τ² entre institutos). O modelo guarda os parâmetros de cada cálculo, para que uma versão futura possa estimá-lo.
Por que não um modelo mais complexo
Modelos de estado latente (Kalman) e bayesianos hierárquicos com efeito de instituto foram avaliados. Com 36, 15, 16, 22, 17 pesquisas nas famílias agregadas, eles mostrariam uma precisão que os dados não têm.
Famílias no último cálculo
| Família | Pesquisas | Institutos | Resultado |
|---|---|---|---|
| governador · 1º turno · estimulada · com Arruda, Cappelli, Celina Leão, Izalci Lucas, Leandro Grass, Paula Belmonte | 5 | 3 | insuficiente |
| governador · 1º turno · estimulada · com Cappelli, Celina Leão, Izalci Lucas, Leandro Grass, Paula Belmonte | 1 | 1 | insuficiente |
| senado · 1º turno · estimulada · 1º voto · com Bia Kicis, Érika Kokay, Gilvan da Patrulha do Consumidor, Ibaneis Rocha, Leila do Vôlei, Michelle Bolsonaro | 1 | 1 | insuficiente |
| senado · 1º turno · estimulada · 1º voto · com Bia Kicis, Érika Kokay, Ibaneis Rocha, Leila do Vôlei, Michelle Bolsonaro, Sebastião Coelho | 1 | 1 | insuficiente |
| governador · 1º turno · estimulada · com Arruda, Cappelli, Celina Leão, Izalci Lucas, Leandro Grass | 1 | 1 | insuficiente |
| governador · 2º turno · estimulada · com Celina Leão, Leandro Grass | 36 | 8 | agregada |
| governador · 2º turno · estimulada · com Arruda, Celina Leão | 15 | 8 | agregada |
| governador · 1º turno · estimulada · com Cappelli, Celina Leão, Leandro Grass, Paula Belmonte | 16 | 9 | agregada |
| governador · 1º turno · estimulada · com Arruda, Cappelli, Celina Leão, Leandro Grass, Paula Belmonte | 22 | 8 | agregada |
| senado · 1º turno · estimulada · 1º voto · com Bia Kicis, Érika Kokay, Fred Linhares, Leila do Vôlei, Sebastião Coelho | 1 | 1 | insuficiente |
| senado · 1º turno · estimulada · 1º voto · com Bia Kicis, Érika Kokay, Fred Linhares, Leila do Vôlei, Michelle Bolsonaro, Sebastião Coelho | 1 | 1 | insuficiente |
| senado · 1º turno · estimulada · 1º voto · com Bia Kicis, Érika Kokay, Leila do Vôlei, Michelle Bolsonaro, Sebastião Coelho | 17 | 7 | agregada |
| senado · 1º turno · estimulada · 1º voto · com Bia Kicis, Érika Kokay, Fred Linhares, Leila do Vôlei, Michelle Bolsonaro, Paulo Octávio, Sebastião Coelho | 1 | 1 | insuficiente |
| senado · 1º turno · estimulada · 1º voto · com Bia Kicis, Érika Kokay, Leila do Vôlei, Michelle Bolsonaro, Paulo Octávio, Sebastião Coelho | 1 | 1 | insuficiente |
| governador · 2º turno · estimulada · com Arruda, Leandro Grass | 2 | 2 | insuficiente |
| senado · 1º turno · estimulada · 1º voto · com Bia Kicis, Érika Kokay, Leila do Vôlei, Michelle Bolsonaro | 3 | 3 | insuficiente |
| governador · 2º turno · estimulada · com Celina Leão, Paula Belmonte | 1 | 1 | insuficiente |
Candidaturas
Nada é apagado quando um candidato renuncia, é substituído, tem registro indeferido ou deixa a disputa: a pesquisa continua mostrando quem foi testado. A situação atual vem do histórico de situação das candidaturas (TSE/DivulgaCandContas) e aparece ao lado do nome. Nomes testados que não têm candidatura registrada no cargo ficam marcados como tal.
Pipeline
Pesquisa original (registro TSE + publicação) → banco (dado original, imutável) → normalização (nomes, vínculos) → compatibilidade (famílias) → cálculo (job diário e após cada carga) → API /api/v1/polls → estas páginas.
Limitações
- Institutos com pesquisas frequentes pesam mais na média, mesmo com o instituto como unidade da incerteza.
- Números transcritos de matérias podem conter erro do veículo; por isso cada um guarda se foi conferido e a fonte.
- A data de publicação usada é a prevista no registro do TSE.
- A modalidade de parte das pesquisas do Senado é inferida; essas não entram na estimativa.